O Mercosul, bloco econômico hoje formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela pode ser responsável por uma nova configuração econômica no continente e, abrigando todos os países que atualmente fazem consultas para ingressar no grupo, fazer frente à força econômica da União Européia. A opinião é do sociólogo especialista em política externa, Flávio Testa.
Segundo ele, apenas a entrada efetiva da Venezuela no bloco permitiu que as fronteiras comerciais de estendessem da Patagônia até o Caribe, o que representa grandes ganhos econômicos para o Brasil, já que faz fronteira com dez países. Os estados de fronteira, como Rondônia, Roraima, Acre e Mato Grosso passarão a ter, de acordo com Testa, contratos específicos com os novos países do Mercosul, e não mais termos informais de comércio, como ocorre hoje.
Além disso, avalia o especialista, as fronteiras do Mercosul poderão ser mais elásticas ao ponto de abrigar países do G-20, grupo de nações em desenvolvimento. Por outra frente, Testa ressalta como muito significativa a presença do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na posse de Rafael Correa, do Equador, no último dia 15.
À margem dos avanços e consultas feitas por Bolívia, Chile, Guianas e até o México para integrar o Mercosul como membro efetivo, o Uruguai ensaiou deixar o bloco e ter acordos preferenciais com os Estados Unidos. A iniciativa foi abortada, segundo o sociólogo Flávio Testa, porque, apesar de desejar outras parcerias, os pequenos países do bloco "não podem abrir mão de mercado mais próximo".
A pretexto das chamadas assimetrias, reclamadas freqüentemente por Paraguai e pelo próprio Uruguai, "na prática envolve interesses muito objetivos". Para Testa, os países "podem tentar sair [do Mercosul], mas não é vantajoso", dada a instabilidade financeira por que passarão ao abrir mão das relações comerciais vizinhas.
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