O ingresso efetivo da Bolívia no Mercosul deve ser o tema central nas discussões da 32ª Reunião do Conselho do Mercado Comum e da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que acontecem hoje e amanhã no Rio de Janeiro. Os rumos dos processos de integração na América do Sul e o pedido de Rafael Correa, do Equador, para participar do bloco, também serão pauta da discussão. Além dos presidentes dos países efetivos do bloco, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, são esperadas as presenças de países associados, como Chile e Bolívia, e do Suriname e Guiana.
Mesmo divididos por disputas internas relativas às assimetrias, os sócios originais do Mercosul mais a Venezuela aceitaram, em meados de dezembro, incorporar o projeto de agenda expansionista e aprovaram o pedido de ingresso da Bolívia.
A participação de novos mercados pequenos, com a possibilidade também de inclusão de Equador, tem preocupado visivelmente Paraguai e Uruguai, que se queixam dos entraves para acesso livre aos mercados brasileiro e argentino. Bolívia e Equador, que também são economias com pouco grau de desenvolvimento, em tese, ampliam o problema de se acomodar interesses em prol do fim das assimetrias.
Essas preocupações foram manifestadas durante a 31ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), realizada em dezembro, em Brasília. Chanceleres e ministros de Economia voltaram novamente à questão de flexibilização de regras e impostos de importação e prometeram que a Cúpula do Rio, que começa hoje, voltará ao tema para avaliar projetos referentes à integração das cadeias produtivas dos pequenos países.
Um dos principais pontos para a revisão de desigualdades é o aporte de recursos do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focen), que garante a realização de projetos principalmente no Paraguai e no Uruguai. A instância começará a ser efetiva com um montante inicial de US$ 100 milhões, dos quais US$ 70 milhões serão aportados por Brasil, US$ 27 milhões pela Argentina e US$ 2 milhões pelo Uruguai e US$ 1 milhão pelo Paraguai.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário