quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Amorim aponta ingresso de Venezuela e Bolívia no Mercosul como sinal de “força”

O ingresso da Venezuela e o pedido da Bolívia para participar do grupo foram citados por Amorim como provas de que o Mercosul terá mais “força”, especialmente quanto à “integração no ponto de vista energético”.

O embaixador enfatizou, ainda, que um “Mercosul social” fortalecerá o bloco. “Quando me perguntam se o Mercosul está em crise, eu respondo que o Mercosul não é mais dos governos, mas sim dos povos. E os povos não deixarão o bloco fracassar”, finalizou.

“O Mercosul é hoje uma realidade geopolítica e geoeconômica”, afirmou o embaixador brasileiro ao citar números de crescimento do comércio e do investimento recíproco, que aumentou, segundo ele, de US$ 4,5 bilhões para US$ 25 bilhões desde a criação do bloco.

De acordo com ele, “nenhum outro grupo de países em desenvolvimento alcançou resultados como esse”. Avanços no ponto de vista institucional e o parlamento do Mercosul, “que já dá seus primeiros passos”, também foram lembrados por Amorim.

Amorim ressaltou que “esta reunião é uma continuação da reunião de dezembro”. O embaixador referia-se às discussões sobre a incorporação de um projeto de agenda expansionista, além do pedido de ingresso da Bolívia.

A abertura da reunião contou com a presença de ministros das Relações Exteriores e Economia dos cinco Estados participantes do bloco: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Após a sessão do Conselho fechada à imprensa, Amorim oferece um almoço aos participantes da reunião, mais os representantes dos Estados associados ao Mercosul, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, além de chanceleres dos países convidados, Guiana, Panamá e Suriname.

Segurança reforçada

Desde o início da manhã, soldados do Exército reforçam o policamento na Linha Vermelha, principal acesso ao Aeroporto Internacional do Rio.

Segundo o Comando Militar do Leste, o Exército também patrulhará outras vias expressas e áreas da cidade consideradas estratégicas. A Força Aérea e a Marinha também atuarão no esquema de segurança da Cúpula do Mercosul.

As comitivas dos onze chefes de estado que participam do evento serão escoltadas por agentes da Polícia Federal.

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