COLÔNIA DO SACRAMENTO, Uruguai - O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, disse nesta segunda-feira que suas reivindicações sobre as assimetrias entre as economias do Mercosul estão sendo atendidas com "medidas concretas" por parte do governo brasileiro. Vázquez recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na casa de campo presidencial de Anchorena, na cidade de Colônia, no Uruguai.
"Nesta visita do presidente do Brasil e de sua delegação, reconhecemos que os pedidos que havíamos feito na reunião da Cúpula do Mercosul encontraram amplíssimo eco do governo do Brasil, como sabíamos que encontraríamos."
No mês passado, o Uruguai fez duras críticas ao tratamento que vinha recebendo no Mercosul. Além disso, assinou um acordo com os Estados Unidos, levantando dúvidas entre os sócios sobre sua permanência no bloco do Conesul. O governo brasileiro insiste que acordos com países fora do bloco podem ser firmados por membros do Mercosul, desde que respeitem as normas do bloco.
EUA
Lula comentou a visita daqui a dez dias do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à América do Sul. Lula disse que o Uruguai deve discutir com Bush temas de seu interesse, assim como o Brasil irá debater questões da agenda nacional como a produção de biocombustíveis.
"A relação do Mercosul não impede que isso aconteça. É preciso que cada país possa cuidar dos seus interesses, levando em conta que temos regras que nos obrigam enquanto Mercosul a termos determinados procedimentos, mas sem tolher a liberdade de cada país de fazer os acordos com seus interesses soberanos", destacou Lula.
O presidente voltou a falar sobre a responsabilidade do Brasil como maior economia do bloco e, por isso, principal apoiador e comprador da produção de países menores. Lula admitiu que nenhuma integração regional avançará se os acordos não forem justos. "Se não houver decisão de garantir equilíbrio, não haverá Mercosul, União Européia, ou qualquer acordo internacional."
Alegando déficit comercial no Mercosul, o Uruguai negocia acordo comercial com os norte-americanos, o que muitos especialistas consideram uma espécie de primeiro passo para um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. As regras do Mercosul impedem que os sócios firmem TLC com nações de fora do bloco.
Valores
Brasil e Uruguai assinaram cinco acordos nesta segunda-feira com promessas de investimentos brasileiros nas áreas de indústria têxtil, autopeças, biocombustíveis, mineração, energia, restauração e construção de pontes entre os países, entre outros assuntos.
O total dos valores a serem investidos pelo Brasil no Uruguai não foram revelados, mas incluem US$ 130 milhões para instalação de uma fábrica de cimento brasileira no país, investimentos da Petrobras na produção de biocombustíveis e financiamentos do BNDES a serem coordenados pelo Banco do Uruguai.
Além dos investimentos, o Brasil se comprometeu a trabalhar na flexibilização das normas do Mercosul, para permitir que economias menores possam buscar vantagens fora do bloco. "Política internacional é uma via de duas mãos. É preciso que a gente venda, mas também é preciso que a gente compre", disse Lula.
Uma das principais reclamações do Uruguai é sobre a balança comercial deficitária que mantém com o Mercosul. Para o ministro Celso Amorim, "pela primeira vez, os problemas do Mercosul estão caminhando do geral para o específico, e não o contrário".
´Justiça´
Vázquez elogiou as ofertas feitas pelo Brasil e disse que nos processos de integração entre países grandes, as assimetrias precisam ser cuidadas "não por dádiva, não por caridade, mas sim por Justiça". "Nesta visita, recebemos a melhor resposta para esse pedido e respostas concretas à necessidade de trabalhar de forma complementar", disse.
O ministro da Economia do Uruguai, Danilo Astori - um dos principais críticos no governo de Vázquez do Mercosul e apoiador do aprofundamento das relações do país com os Estados Unidos - reconheceu que o país deve respeitar as regras do Mercosul ao buscar acordos com outros países, como os Estados Unidos.
No entanto, não deixou de fazer críticas ao governo brasileiro. Perguntado se a evolução das relações comerciais de Montevidéu com Washington não ia contra os princípios do Mercosul, ele respondeu: "os incentivos dados (pelo governo brasileiro) na Zona Franca de Manaus também vão de encontro ao Mercosul".
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Lula cede em acordos e Uruguai diz que fica no Mercosul
COLÔNIA DO SACRAMENTO, Uruguai - Os presidentes do Brasil e Uruguai firmaram nesta segunda-feira, 26, acordos para avançar negociações e fechar programas de comércio e cooperação energética, um passo exigido com insistência pelo governo do uruguaio Tabaré Vázquez. Diante das concessões do presidente brasileiro, Vázquez disse que o Uruguai se manterá no Mercosul.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou ao país nesta segunda-feira para discutir os pedidos de Vázquez pela abertura de mais mercados ao Uruguai, mas também para expressar a posição contrária do Brasil e do Mercosul a respeito de acordos comerciais fora do bloco.
A visita de Lula ao Uruguai acontece dez dias antes da chegada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, país com o qual Montevidéu analisa a possível implantação de um Tratado de Livre Comércio (TLC).
Os documentos assinados pelos dois presidentes consistem em um memorando de entendimento para a promoção de comércio e investimentos, um protocolo de intenções sobre um programa de cooperação na área de biocombustíveis e um protocolo adicional para a criação de uma comissão mista permanente para energia e minério. Além disso, ambos se comprometeram a reconstruir a ponte Barão de Mauá e levantar outra sobre o rio Yaguarón, as duas na fronteira.
Lula conseguiu arrancar declarações públicas do governo de Tabaré Vázquez de que o Uruguai vai se manter no Mercosul. Após uma reunião de trabalho na Estância Anchorena, em Colônia, à margem do rio da Prata, o ministro da Economia, Danilo Astori, disse que o País vai seguir aprofundando a possibilidade de um acordo bilateral com os Estados Unidos, mas dentro das normas do Mercosul, o que permite algumas concessões, mas não a ponto de levar os dois países a um Tratado de Livre Comércio.
Antes do feriado do carnaval, o presidente da Bolívia, Evo Morales, veio ao País e Lula também cedeu a suas exigências. Quebrou a resistência de nove meses do governo brasileiro em reajustar o preço do gás natural boliviano exportado para a Petrobras e concedeu o aumento pedido pelo país vizinho.
Queixas do Uruguai
Uruguai e Paraguai, os dois membros com as menores economias do Mercosul, haviam mostrado descontentamento com os parceiros maiores - Argentina, Brasil e Venezuela - a respeito das profundas assimetrias do bloco.
As queixas do Uruguai são conhecidas, se avolumam há mais de quatro anos e estão estampadas na balança comercial bilateral. Em 1998, o Uruguai exportou para o Brasil US$ 1,42 bilhão - a maior cifra histórica. O Brasil importou US$ 880,6 milhões em produtos uruguaios, o que rendeu ao vizinho um superávit de US$ 161,5 milhões.
Desde então, as compras brasileiras despencaram. Só voltaram a crescer em 2006, quando chegaram a US$ 618,2 milhões. O saldo comercial, entretanto, foi negativo em US$ 387,9 milhões por conta do recorde de US$ 1,006 bilhão em exportação brasileira ao vizinho.
Os uruguaios queixam-se de legislações do Rio Grande do Sul e de controles federais, que atrapalham exportações de arroz e outros itens para o Brasil. Alegam que os órgãos reguladores brasileiros atuam em duplicidade e reclamam da tributação sobre serviços prestados no exterior - fato que inviabiliza o conserto, em estaleiros uruguaios, de navios da Petrobrás.
Segundo o presidente brasileiro, todos os membros do Mercosul devem estar satisfeitos com os benefícios e vantagens da união dos países sul-americanos, segundo disse no último domingo em entrevista a um jornal uruguaio.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou ao país nesta segunda-feira para discutir os pedidos de Vázquez pela abertura de mais mercados ao Uruguai, mas também para expressar a posição contrária do Brasil e do Mercosul a respeito de acordos comerciais fora do bloco.
A visita de Lula ao Uruguai acontece dez dias antes da chegada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, país com o qual Montevidéu analisa a possível implantação de um Tratado de Livre Comércio (TLC).
Os documentos assinados pelos dois presidentes consistem em um memorando de entendimento para a promoção de comércio e investimentos, um protocolo de intenções sobre um programa de cooperação na área de biocombustíveis e um protocolo adicional para a criação de uma comissão mista permanente para energia e minério. Além disso, ambos se comprometeram a reconstruir a ponte Barão de Mauá e levantar outra sobre o rio Yaguarón, as duas na fronteira.
Lula conseguiu arrancar declarações públicas do governo de Tabaré Vázquez de que o Uruguai vai se manter no Mercosul. Após uma reunião de trabalho na Estância Anchorena, em Colônia, à margem do rio da Prata, o ministro da Economia, Danilo Astori, disse que o País vai seguir aprofundando a possibilidade de um acordo bilateral com os Estados Unidos, mas dentro das normas do Mercosul, o que permite algumas concessões, mas não a ponto de levar os dois países a um Tratado de Livre Comércio.
Antes do feriado do carnaval, o presidente da Bolívia, Evo Morales, veio ao País e Lula também cedeu a suas exigências. Quebrou a resistência de nove meses do governo brasileiro em reajustar o preço do gás natural boliviano exportado para a Petrobras e concedeu o aumento pedido pelo país vizinho.
Queixas do Uruguai
Uruguai e Paraguai, os dois membros com as menores economias do Mercosul, haviam mostrado descontentamento com os parceiros maiores - Argentina, Brasil e Venezuela - a respeito das profundas assimetrias do bloco.
As queixas do Uruguai são conhecidas, se avolumam há mais de quatro anos e estão estampadas na balança comercial bilateral. Em 1998, o Uruguai exportou para o Brasil US$ 1,42 bilhão - a maior cifra histórica. O Brasil importou US$ 880,6 milhões em produtos uruguaios, o que rendeu ao vizinho um superávit de US$ 161,5 milhões.
Desde então, as compras brasileiras despencaram. Só voltaram a crescer em 2006, quando chegaram a US$ 618,2 milhões. O saldo comercial, entretanto, foi negativo em US$ 387,9 milhões por conta do recorde de US$ 1,006 bilhão em exportação brasileira ao vizinho.
Os uruguaios queixam-se de legislações do Rio Grande do Sul e de controles federais, que atrapalham exportações de arroz e outros itens para o Brasil. Alegam que os órgãos reguladores brasileiros atuam em duplicidade e reclamam da tributação sobre serviços prestados no exterior - fato que inviabiliza o conserto, em estaleiros uruguaios, de navios da Petrobrás.
Segundo o presidente brasileiro, todos os membros do Mercosul devem estar satisfeitos com os benefícios e vantagens da união dos países sul-americanos, segundo disse no último domingo em entrevista a um jornal uruguaio.
Países do Mercosul formalizam trabalho conjunto em TI
Representantes de países que integram o Mercosul firmaram um acordo para implementar propostas de trabalho conjunto nas áreas de tecnologia da informação, software livre e inclusão digital.
Em encontro realizado no Rio de Janeiro duas semanas atrás, representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e integrantes da Unesco debateram uma agenda para fomentar o desenvolvimento do tema nessas regiões.
Entre outras tarefas, os países se propuseram a desenvolver soluções de alfabetização digital e apoio à capacitação de profissionais em TI; trocar experiências e transferir tecnologias de governo eletrônico. Esta última iniciativa tem como meta melhorar a eficiência e elevar a oferta de serviços públicos, reduzir custos e aumentar a transparência da administração.
A carta aberta também esclarece que os países se comprometeram a estabelecer uma rede de apoio mútuo para a difusão e implementação, em âmbito regional, de soluções de inclusão digital, além de promover o desenvolvimento de mecanismos de interoperabilidade baseados nos padrões abertos.
“O Mercosul está forte no compromisso com o software livre. Todos os países que estiveram presentes são veementes na necessidade de avançarmos nisso”, diz Sérgio Rosa, diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e um dos coordenadores do encontro.
Segundo o executivo, entre as iniciativas de inclusão digital também está a discussão cooperada com esses países para a iniciativa Um Computador por Aluno (UCA). Assim como o Brasil, nesse momento, a Argentina também está na fase de desenvolvimento do programa.
“A sinergia que existe no continente em cima desses temas mostra que a região pode ter uma autonomia tecnológica. A proposta desses encontros é fortalecer a relação Sul-Sul que está nas diretrizes da política externa brasileira”, comenta.
Força em software
Também na primeira quinzena de fevereiro, esses países se uniram ao Equador, República Dominicana e México para avançar nas discussões sobre software na região. A idéia para os próximos meses é identificar oportunidades de negócios em desenvolvimento de software e prestação de serviços.
Para avançar nos trabalhos conjuntos, cada país deverá, primeiramente, atualizar seus diagnósticos sobre sua própria indústria de software, disseminar tecnologias que promovam a convergência digital e avaliar custos de transição e migração entre vários tipos de software. Posteriormente, cada país deverá fazer um relatório consolidado sobre o diagnóstico da indústria de software dos países, além de elaborar um documento de orientação para que as empresas participantes sobre as oportunidades identificadas.
Outros objetivos incluem a formação de inteligência na produção de software – estimulando a criação de centros especializados e apoiar programas de intercâmbio tecnológico – e promover o uso de software na administração pública orientado a interoperabilidade, inclusão digital e prestação de serviços.
Fomentar a independência tecnológica dos países participantes em software livre também é um dos objetivos. Entre as tarefas propostas estão a identificação de novas oportunidades criadas com este modelo, promover o intercâmbio de software e estabelecer ações de cooperação para ampliar a participação dos países no mercado de código aberto.
O Fórum Internacional de Software Livre, que acontece em Porto Alegre, em abril, deverá condensar as discussões e as ações tomadas até então.
“Já temos trabalho agendado com o Paraguai e com o Equador, que acaba de trocar o governo e está firme na proposição de software livre. Vamos compartilhar o Carteiro – software de correio eletrônico em código aberto desenvolvido pelo Serpro – e logo seguir a estratégia também com o Equador”, aponta Sérgio Rosa.
Embora neste momento o Brasil aparecer mais como um doador de tecnologia do que um receptor entre os países do grupo justamente em virtude de seu nível de desenvolvimento, o executivo ressalta que a situação deve se reverter em um quadro favorável posteriormente.
“É verdadeiro o fato de que, neste momento, o Brasil tem doado mais do que recebido. Mas esse é o momento de estabelecer relações de aproximação, para em seguida, seguir para relações comerciais. Posteriormente devemos fazer reuniões entre empresários brasileiros e de vários países e aí o Brasil mostrará seu potencial vendedor. Neste momento o governo tem cedido mais, mas isso propicia um ambiente favorável posterior para os negócios”, conclui.
Em encontro realizado no Rio de Janeiro duas semanas atrás, representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e integrantes da Unesco debateram uma agenda para fomentar o desenvolvimento do tema nessas regiões.
Entre outras tarefas, os países se propuseram a desenvolver soluções de alfabetização digital e apoio à capacitação de profissionais em TI; trocar experiências e transferir tecnologias de governo eletrônico. Esta última iniciativa tem como meta melhorar a eficiência e elevar a oferta de serviços públicos, reduzir custos e aumentar a transparência da administração.
A carta aberta também esclarece que os países se comprometeram a estabelecer uma rede de apoio mútuo para a difusão e implementação, em âmbito regional, de soluções de inclusão digital, além de promover o desenvolvimento de mecanismos de interoperabilidade baseados nos padrões abertos.
“O Mercosul está forte no compromisso com o software livre. Todos os países que estiveram presentes são veementes na necessidade de avançarmos nisso”, diz Sérgio Rosa, diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e um dos coordenadores do encontro.
Segundo o executivo, entre as iniciativas de inclusão digital também está a discussão cooperada com esses países para a iniciativa Um Computador por Aluno (UCA). Assim como o Brasil, nesse momento, a Argentina também está na fase de desenvolvimento do programa.
“A sinergia que existe no continente em cima desses temas mostra que a região pode ter uma autonomia tecnológica. A proposta desses encontros é fortalecer a relação Sul-Sul que está nas diretrizes da política externa brasileira”, comenta.
Força em software
Também na primeira quinzena de fevereiro, esses países se uniram ao Equador, República Dominicana e México para avançar nas discussões sobre software na região. A idéia para os próximos meses é identificar oportunidades de negócios em desenvolvimento de software e prestação de serviços.
Para avançar nos trabalhos conjuntos, cada país deverá, primeiramente, atualizar seus diagnósticos sobre sua própria indústria de software, disseminar tecnologias que promovam a convergência digital e avaliar custos de transição e migração entre vários tipos de software. Posteriormente, cada país deverá fazer um relatório consolidado sobre o diagnóstico da indústria de software dos países, além de elaborar um documento de orientação para que as empresas participantes sobre as oportunidades identificadas.
Outros objetivos incluem a formação de inteligência na produção de software – estimulando a criação de centros especializados e apoiar programas de intercâmbio tecnológico – e promover o uso de software na administração pública orientado a interoperabilidade, inclusão digital e prestação de serviços.
Fomentar a independência tecnológica dos países participantes em software livre também é um dos objetivos. Entre as tarefas propostas estão a identificação de novas oportunidades criadas com este modelo, promover o intercâmbio de software e estabelecer ações de cooperação para ampliar a participação dos países no mercado de código aberto.
O Fórum Internacional de Software Livre, que acontece em Porto Alegre, em abril, deverá condensar as discussões e as ações tomadas até então.
“Já temos trabalho agendado com o Paraguai e com o Equador, que acaba de trocar o governo e está firme na proposição de software livre. Vamos compartilhar o Carteiro – software de correio eletrônico em código aberto desenvolvido pelo Serpro – e logo seguir a estratégia também com o Equador”, aponta Sérgio Rosa.
Embora neste momento o Brasil aparecer mais como um doador de tecnologia do que um receptor entre os países do grupo justamente em virtude de seu nível de desenvolvimento, o executivo ressalta que a situação deve se reverter em um quadro favorável posteriormente.
“É verdadeiro o fato de que, neste momento, o Brasil tem doado mais do que recebido. Mas esse é o momento de estabelecer relações de aproximação, para em seguida, seguir para relações comerciais. Posteriormente devemos fazer reuniões entre empresários brasileiros e de vários países e aí o Brasil mostrará seu potencial vendedor. Neste momento o governo tem cedido mais, mas isso propicia um ambiente favorável posterior para os negócios”, conclui.
Sócios do Mercosul devem seguir regras, diz Lula a jornal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que todos os membros do Mercosul devem seguir as normas do bloco, publicou neste domingo o jornal uruguaio El País.
O comentário foi uma referência a queixas do Paraguai e do Uruguai, membros menos desenvolvidos do bloco, que ameaçam buscar acordos fora do Mercosul, com o objetivo de reduzirem assimetrias na região.
Entretanto, as normas do Mercosul proíbem tais negociações bilaterais. Além dos dois países, também fazem parte do Mercosul Brasil, Argentina e Venezuela.
``Na visão do Brasil, todos os membros do Mercosul devem estar satisfeitos com os benefícios e vantagens obtidos dentro do bloco. Só assim permanecerão engajados no processo de integração'', disse Lula ao diário.
Lula visitará na segunda-feira seu colega uruguaio, Tabaré Vázquez, buscando estreitar as relações entre ambos os países.
O encontro acontece a poucos dias da chegada do presidente norte-americano, George W. Bush, a Montevidéu, uma visita que aumentou especulações de que o Uruguai poderia finalmente firmar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
``O Brasil tem dado claros exemplos de sua intenção de contribuir para a resolução do problema das assimetrias dentro do Mercosul. Durante a Cúpula do Rio de Janeiro, em janeiro último, aprovamos os primeiros projetos-piloto do Fundo para a Convergência Estrutural, com o objetivo de beneficiar os sócios menores do bloco'', disse Lula.
A agenda de temas a serem discutidos entre os dois presidentes está aberta, disse o embaixador brasileiro, e, além de aspectos comerciais, incluirá assuntos de cooperação energética e de negócios brasileiros no Uruguai.
Lula vai se reunir com Vázquez na casa presidencial de Anchorena, no Estado de Colônia, cerca de 180 quilômetros ao oeste de Montevidé
O comentário foi uma referência a queixas do Paraguai e do Uruguai, membros menos desenvolvidos do bloco, que ameaçam buscar acordos fora do Mercosul, com o objetivo de reduzirem assimetrias na região.
Entretanto, as normas do Mercosul proíbem tais negociações bilaterais. Além dos dois países, também fazem parte do Mercosul Brasil, Argentina e Venezuela.
``Na visão do Brasil, todos os membros do Mercosul devem estar satisfeitos com os benefícios e vantagens obtidos dentro do bloco. Só assim permanecerão engajados no processo de integração'', disse Lula ao diário.
Lula visitará na segunda-feira seu colega uruguaio, Tabaré Vázquez, buscando estreitar as relações entre ambos os países.
O encontro acontece a poucos dias da chegada do presidente norte-americano, George W. Bush, a Montevidéu, uma visita que aumentou especulações de que o Uruguai poderia finalmente firmar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
``O Brasil tem dado claros exemplos de sua intenção de contribuir para a resolução do problema das assimetrias dentro do Mercosul. Durante a Cúpula do Rio de Janeiro, em janeiro último, aprovamos os primeiros projetos-piloto do Fundo para a Convergência Estrutural, com o objetivo de beneficiar os sócios menores do bloco'', disse Lula.
A agenda de temas a serem discutidos entre os dois presidentes está aberta, disse o embaixador brasileiro, e, além de aspectos comerciais, incluirá assuntos de cooperação energética e de negócios brasileiros no Uruguai.
Lula vai se reunir com Vázquez na casa presidencial de Anchorena, no Estado de Colônia, cerca de 180 quilômetros ao oeste de Montevidé
Lula fará acordos com o Uruguai
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará hoje ao Uruguai sua política de "generosidade", com claro interesse de aquietar o mais insatisfeito sócio do Mercosul. A visita, devida desde 2006, dará ao presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, a chance de ver seus pleitos atendidos pelo governo brasileiro, de receber uma onda de capitais em seus parques produtivo e energético e de fechar um acordo bilateral de comércio e investimento.
Nas pouco mais de seis horas de permanência no Uruguai, Lula, em contrapartida, terá a oportunidade de arrancar do governo Vázquez alguma garantia de que não embarcará na negociação de um tratado de livre comércio com os Estados Unidos após a visita oficial a Montevidéu de George W. Bush, no próximo dia 9.
A estratégia certamente custará ao Brasil seu envolvimento na chamada guerra das papeleiras, disputa entre Uruguai e Argentina pela instalação de uma indústria de celulose na fronteira dos dois países. Vázquez receberá Lula e sua delegação na Estância de Anchorena, residência de campo da presidência uruguaia no sul do país, próxima à área que motivou o "conflito" com os argentinos.
Nas pouco mais de seis horas de permanência no Uruguai, Lula, em contrapartida, terá a oportunidade de arrancar do governo Vázquez alguma garantia de que não embarcará na negociação de um tratado de livre comércio com os Estados Unidos após a visita oficial a Montevidéu de George W. Bush, no próximo dia 9.
A estratégia certamente custará ao Brasil seu envolvimento na chamada guerra das papeleiras, disputa entre Uruguai e Argentina pela instalação de uma indústria de celulose na fronteira dos dois países. Vázquez receberá Lula e sua delegação na Estância de Anchorena, residência de campo da presidência uruguaia no sul do país, próxima à área que motivou o "conflito" com os argentinos.
Lula vai ao Uruguai ouvir queixas e alertar sobre Mercosul
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula Da Silva, visitará na segunda-feira seu colega uruguaio, Tabaré Vázquez, para ouvir os pedidos do pequeno país sul-americano que quer ampliar os mercados para seus produtos. Lula, no entanto, deve advertir que é contrário a acordos fora do Mercosul.
O encontro acontece a duas semanas da chegada do presidente norte-americano, George W. Bush, a Montevidéu, uma visita que aumentou especulações de que o Uruguai poderia finalmente firmar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, algo proibido pelo Mercosul.
O bloco é integrado pela Argentina, Brasil, Venezuela, Paraguai e Uruguai.
"O Uruguai tem todo o direito e obrigação de ampliar seu mercado", disse a jornalistas o embaixador brasileiro em Montevidéu, José Felicio.
"Mas estou seguro que este governo terá o cuidado de preservar as obrigações que tem dentro do Mercosul. Nosso único interesse é preservar o Mercosul como um projeto de integração", advertiu o diplomata.
O Paraguai e o Uruguai, membros menos desenvolvidos no acordo comercial, ameaçam a buscar acordos fora do bloco para reduzir diferenças com seus parceiros maiores, mas as normas do Mercosul impedem negociações bilaterais.
A aproximação do Uruguai com os EUA, um dos maiores compradores do país sul-americano, deu novo fruto em janeiro a um importante acordo comercial, que, segundo uma ala do governo Vázquez, poderia resultar finalmente em um Tratado de Livre Comércio (TLC).
Danilo Astori, ministro da Economia uruguaio, um dos possíveis sucessores de Vázquez no comando do país, é um dos principais patrocinadores do TLC com a potência mundial.
Embora o Brasil sempre tenha se mostrado aberto a discussões de possibilidades de os países pequenos do Mercosul comercializarem fora do grupo, constantemente relembra o dano que um tratado bilaterial faria ao bloco.
A agenda de temas a serem discutidos entre os dois presidentes está aberta, disse o embaixador brasileiro, e, além de aspectos comerciais, incluirá assuntos de cooperação energética e de negócios brasileiros no Uruguai.
Lula se reunirá com Vázquez na casa presidencial de Anchorena, no Estado de Colônia, cerca de 180 quilômetros ao oeste de Montevidéu.
O encontro acontece a duas semanas da chegada do presidente norte-americano, George W. Bush, a Montevidéu, uma visita que aumentou especulações de que o Uruguai poderia finalmente firmar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, algo proibido pelo Mercosul.
O bloco é integrado pela Argentina, Brasil, Venezuela, Paraguai e Uruguai.
"O Uruguai tem todo o direito e obrigação de ampliar seu mercado", disse a jornalistas o embaixador brasileiro em Montevidéu, José Felicio.
"Mas estou seguro que este governo terá o cuidado de preservar as obrigações que tem dentro do Mercosul. Nosso único interesse é preservar o Mercosul como um projeto de integração", advertiu o diplomata.
O Paraguai e o Uruguai, membros menos desenvolvidos no acordo comercial, ameaçam a buscar acordos fora do bloco para reduzir diferenças com seus parceiros maiores, mas as normas do Mercosul impedem negociações bilaterais.
A aproximação do Uruguai com os EUA, um dos maiores compradores do país sul-americano, deu novo fruto em janeiro a um importante acordo comercial, que, segundo uma ala do governo Vázquez, poderia resultar finalmente em um Tratado de Livre Comércio (TLC).
Danilo Astori, ministro da Economia uruguaio, um dos possíveis sucessores de Vázquez no comando do país, é um dos principais patrocinadores do TLC com a potência mundial.
Embora o Brasil sempre tenha se mostrado aberto a discussões de possibilidades de os países pequenos do Mercosul comercializarem fora do grupo, constantemente relembra o dano que um tratado bilaterial faria ao bloco.
A agenda de temas a serem discutidos entre os dois presidentes está aberta, disse o embaixador brasileiro, e, além de aspectos comerciais, incluirá assuntos de cooperação energética e de negócios brasileiros no Uruguai.
Lula se reunirá com Vázquez na casa presidencial de Anchorena, no Estado de Colônia, cerca de 180 quilômetros ao oeste de Montevidéu.
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Brasil e Uruguai vão firmar acordos para reduzir desequilíbrio comercial
Os governos do Brasil e do Uruguai devem firmar acordos nas áreas comercial e de informática durante encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Tabaré Vázquez na próxima segunda-feira (26), na cidade uruguaia de Colônia do Sacramento.
De acordo com o embaixador do Brasil no Uruguai, José Eduardo Felicio, o primeiro acordo prevê que o Brasil estimulará a compra de produtos uruguaios competitivos. Para o diplomata, a cooperação nessa área é um passo para reduzir o déficit comercial entre os dois países, constante reclamação do governo uruguaio.
Ainda conforme Felicio, em 2006, o Brasil comprou 24% a mais de produtos do país vizinho, contra 18% de aumento das exportações brasileiras para os uruguaios no mesmo período.
“Isso mostra que os desequilíbrios estão sendo reduzidos gradualmente. A tendência é reduzir o déficit”, afirmou o embaixador, em entrevista coletiva, acrescentando que os governos negociam revisão de um acordo automotivo que tem sido desfavorável para os uruguaios.
O embaixador acredita que os desequilíbrios serão resolvidos quando os países diversificarem a pauta de exportações e importações. Na cidade histórica de Colônia do Sacramento, Lula e Vázquez vão se reunir na casa de campo do presidente uruguaio, chamada Anchorena. O governo uruguaio aguarda a visita do brasileiro desde a Cúpula Ibero-Americana, realizada em novembro passado, em Montevidéu, na qual o presidente Lula não compareceu.
Para Felicio, a ausência de Lula ao evento não distanciou os dois países. Na visita da semana que vem, o presidente Lula deverá estar acompanhado dos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; de Minas e Energia, Silas Rondeau e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, além do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
De acordo com o embaixador do Brasil no Uruguai, José Eduardo Felicio, o primeiro acordo prevê que o Brasil estimulará a compra de produtos uruguaios competitivos. Para o diplomata, a cooperação nessa área é um passo para reduzir o déficit comercial entre os dois países, constante reclamação do governo uruguaio.
Ainda conforme Felicio, em 2006, o Brasil comprou 24% a mais de produtos do país vizinho, contra 18% de aumento das exportações brasileiras para os uruguaios no mesmo período.
“Isso mostra que os desequilíbrios estão sendo reduzidos gradualmente. A tendência é reduzir o déficit”, afirmou o embaixador, em entrevista coletiva, acrescentando que os governos negociam revisão de um acordo automotivo que tem sido desfavorável para os uruguaios.
O embaixador acredita que os desequilíbrios serão resolvidos quando os países diversificarem a pauta de exportações e importações. Na cidade histórica de Colônia do Sacramento, Lula e Vázquez vão se reunir na casa de campo do presidente uruguaio, chamada Anchorena. O governo uruguaio aguarda a visita do brasileiro desde a Cúpula Ibero-Americana, realizada em novembro passado, em Montevidéu, na qual o presidente Lula não compareceu.
Para Felicio, a ausência de Lula ao evento não distanciou os dois países. Na visita da semana que vem, o presidente Lula deverá estar acompanhado dos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; de Minas e Energia, Silas Rondeau e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, além do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
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