O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará hoje ao Uruguai sua política de "generosidade", com claro interesse de aquietar o mais insatisfeito sócio do Mercosul. A visita, devida desde 2006, dará ao presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, a chance de ver seus pleitos atendidos pelo governo brasileiro, de receber uma onda de capitais em seus parques produtivo e energético e de fechar um acordo bilateral de comércio e investimento.
Nas pouco mais de seis horas de permanência no Uruguai, Lula, em contrapartida, terá a oportunidade de arrancar do governo Vázquez alguma garantia de que não embarcará na negociação de um tratado de livre comércio com os Estados Unidos após a visita oficial a Montevidéu de George W. Bush, no próximo dia 9.
A estratégia certamente custará ao Brasil seu envolvimento na chamada guerra das papeleiras, disputa entre Uruguai e Argentina pela instalação de uma indústria de celulose na fronteira dos dois países. Vázquez receberá Lula e sua delegação na Estância de Anchorena, residência de campo da presidência uruguaia no sul do país, próxima à área que motivou o "conflito" com os argentinos.
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