O Paraguai buscará a integração de todos os sócios do Mercosul durante os seis meses de sua presidência pro tempore do bloco, anunciou hoje o chanceler Rubén Ramírez em coletiva de imprensa.
Segundo o diplomata, o país trabalhará pelo aperfeiçoamento da "união alfandegária" para que o livre trânsito de bens se torne realidade, facilitando assim o comércio entre as nações do bloco, com integração.
Ramírez reconheceu que "em seus 15 anos de existência, o Mercosul não alcançou a profundidade da integração". Paraguai e Uruguai, membros de menor desenvolvimento econômico do bloco, criticaram as "assimetrias" que beneficiam as nações mais poderosas, Brasil e Argentina.
O chanceler falou ainda que "o Plano de Prioridades da Presidência" será impulsionado pelo presidente Nicanor Duarte Frutos nos 6 meses de presidência pro tempore do Mercosul.
Durante a cúpula do Mercosul, ocorrida semana passada no Rio de Janeiro, Paraguai assumiu em Brasília a presidência semestral do bloco integrado pelo Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil, Paraguai e Venezuela, como membros plenos e Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, como nações associadas.
Ontem, o governo paraguaio anunciou que foram destinados US$ 50 milhões do Fundo Estrutural criado no Mercosul para reduzir as assimetrias que atingem o país.
A quantia será destinada a melhorias nas estradas de Gran Asunción, serão construídas 2.600 habitações populares, outra quantia será destinada a créditos para microempresas, além de um laboratório de biosegurança. Um grupo de observadores do bloco integrará uma auditoria para garantir o uso correto do dinheiro.
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