Um olho no Sudeste brasileiro, outro no Mercosul. Com esta expectativa, mais de uma dezena de empresários confecionistas da região de Criciúma participam a partir de hoje da 11ª edição da Fenin (Feira Nacional de Moda Inverno), no Serra Park, em Gramado. A anunciada vinda de três ônibus argentinos elevou o clima de otimismo.
Mais de 700 expositores superlotam o megapavilhão da serra gaúcha, com novidades expostas em cerca de 1.700 marcas. Por volta das 15 horas, três mil visitantes, oriundos de todos os estados, já haviam cruzado os portões. E além de argentinos, uruguaios, chilenos, paraguaios e chineses são esperados até sexta, dia do encerramento.
"Participamos da feira há várias edições buscando sempre ampliar o mercado nacional", lembrou o empresário Édson Longaretti, da Confecções Calcutá. "A possibilidade, no entanto, de incluirmos o Mercosul entre os nossos clientes é bastante animadora. Tivemos contatos com representantes do mercado externo em 2006, mas nenhum vingou."
Para o empresário Jorge Luiz De Luca, da De Lucca Confecções, o mercado argentino é uma incógnita no que se refere às formas de negociação, mas uma alternativa bem interessante. "Produzimos artigos pesados que não têm penetração no mercado brasileiro acima de São Paulo e Minas devido ao clima", observou.
Há sete anos participando da Fenin, a dúvida de De Luca em relação às negociações com os argentinos recai na realidade cambial entre o real e o peso. "Resta saber se teríamos preços competitivos com o dólar em baixa e o real tão valorizado", ponderou.
Já expositores da região sul de Santa Catarina com menos tempo de feira preferem priorizar o mercado nacional mesmo. "Nossa presença está mais do que consolidada no nosso estado e no Rio Grande do Sul", comentou Cristóvão Antunes, da Neguy’s. "É nosso segundo ano na Fenin e pretendemos levar nossa marca Top Core aos mercados paranaense e paulista."
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