quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Mercosul amplia otimismo entre expositores na Fenin

Um olho no Sudeste brasileiro, outro no Mercosul. Com esta expectativa, mais de uma dezena de empresários confecionistas da região de Criciúma participam a partir de hoje da 11ª edição da Fenin (Feira Nacional de Moda Inverno), no Serra Park, em Gramado. A anunciada vinda de três ônibus argentinos elevou o clima de otimismo.

Mais de 700 expositores superlotam o megapavilhão da serra gaúcha, com novidades expostas em cerca de 1.700 marcas. Por volta das 15 horas, três mil visitantes, oriundos de todos os estados, já haviam cruzado os portões. E além de argentinos, uruguaios, chilenos, paraguaios e chineses são esperados até sexta, dia do encerramento.

"Participamos da feira há várias edições buscando sempre ampliar o mercado nacional", lembrou o empresário Édson Longaretti, da Confecções Calcutá. "A possibilidade, no entanto, de incluirmos o Mercosul entre os nossos clientes é bastante animadora. Tivemos contatos com representantes do mercado externo em 2006, mas nenhum vingou."

Para o empresário Jorge Luiz De Luca, da De Lucca Confecções, o mercado argentino é uma incógnita no que se refere às formas de negociação, mas uma alternativa bem interessante. "Produzimos artigos pesados que não têm penetração no mercado brasileiro acima de São Paulo e Minas devido ao clima", observou.

Há sete anos participando da Fenin, a dúvida de De Luca em relação às negociações com os argentinos recai na realidade cambial entre o real e o peso. "Resta saber se teríamos preços competitivos com o dólar em baixa e o real tão valorizado", ponderou.

Já expositores da região sul de Santa Catarina com menos tempo de feira preferem priorizar o mercado nacional mesmo. "Nossa presença está mais do que consolidada no nosso estado e no Rio Grande do Sul", comentou Cristóvão Antunes, da Neguy’s. "É nosso segundo ano na Fenin e pretendemos levar nossa marca Top Core aos mercados paranaense e paulista."

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