quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Cúpula do Mercosul terá participação de dez chefes de Estado

Dois dos presidentes mais aguardados já desembarcam hoje no Rio: Néstor Kirchner (Argentina) e Evo Morales (Bolívia). Amanhã, está prevista a chegada de Michelle Bachelet (Chile) e do recém-empossado Rafael Correa (Equador). O presidente venezuelano, Hugo Chávez, também já confirmou presença.

Também são esperados pelo Itamaraty os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, e do Uruguai, Tabaré Vasquez, além dos mandatários da Guiana, Bharrat Jagdeo, e Suriname, Ronald Venetiaan.

Até ontem (16), apenas o Panamá não havia confirmado a presença de seu chefe de Estado. O único a informar que não virá foi Alan Garcia, do Peru.

Pauta
Do lado político, a principal discussão a ser travada durante a realização da cúpula é o pedido de ingresso da Bolívia como membro-pleno do Mercosul – hoje, o país andino é associado ao bloco. Também serão discutidos os próximos passos a serem tomados pela Venezuela para completar sua adesão ao Mercosul como membro-pleno.

Mas a questão que mais deve mobilizar ministros e chefes de Estado e levantar possíveis discordâncias é a das assimetrias entre os países menores do bloco e seus pares de economias mais desenvolvidas.

Serão analisados mecanismos para compensar países como o Paraguai e o Uruguai de eventuais perdas provocadas pelo impedimento de negociarem acordos comerciais sozinhos, por exemplo.

Segurança
O Exército patrulhará as vias de acesso ao Rio e locais considerados "visados de tiro", de onde seja possível alvejar os chefes de Estado que participarão da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Equipes da PF ficarão responsáveis pela segurança pessoal de 11 presidentes e dois representantes. O general William Soares, da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, foi designado para coordenar as operações.

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