Parte dos recursos do Fundo para o Desenvolvimento do Mercosul pode ser usada para a implementação de uma campanha continental de erradicação da febre aftosa. A informação foi dada pelo ministro da agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto a emissoras de rádio.
“Estamos convencidos de que seria praticamente impossível ter o Brasil livre de aftosa se não tivermos a América do Sul livre de aftosa”, afirmou. Segundo Guedes, já foram realizadas reuniões com ministros da agricultura do Mercosul para discutir o assunto
As campanhas conjuntas podem favorecer o controle da doença na fronteira do Paraná e da Província de Misiones, Argentina. Como há uma extensa faixa seca na divisa as autoridades não têm como controlar o ingresso de animais clandestinos de um país para outro.
Guedes cobrou também dos pecuaristas a responsabilidade no combate à febre aftosa. Segundo ele, o poder público tem o dever de formular e supervisionar a execução das políticas sanitárias. Mas os pecuaristas também devem cumprir o seu papel.
Guedes afirmou que “é uma ilusão imaginar que as secretarias de agricultura podem supervisionar a vacinação de cada animal dos 200 milhões do nosso rebanho”. “É também uma ilusão imaginar que teremos condições de fiscalizar toda a fronteira do país”, disse.
Segundo o ministro, a América do Sul é responsável por 40% das exportações mundiais da carne bovina, sendo o Brasil e a Argentina os países que mais vendem. “Mas a aftosa é um limitante. Não temos acesso a alguns mercados mundiais, como Japão e Coréia, exatamente por causa da febre aftosa”, completou.
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